Os materiais de enxerto ósseo se dividem em quatro grupos: autógeno, alógeno, xenógeno e sintético. Cada um tem origem, vantagens e limites próprios, e as revisões sistemáticas não apontam um vencedor para todos os casos. Aqui você vê a comparação lado a lado e o que a evidência permite concluir.

Quais são os quatro tipos de material de enxerto?

  • Autógeno: osso do próprio paciente.
  • Alógeno: osso de doador humano, selecionado e processado.
  • Xenógeno: de origem animal, com composição química semelhante à do osso humano.
  • Sintético: cerâmicas e vidros bioativos, como os fosfatos de cálcio e a hidroxiapatita.

Essa divisão segue a revisão de Ferraz (2023), que descreve as propriedades, vantagens e desvantagens de cada grupo [1].

Como os quatro se comparam?

TipoOrigemO que a literatura destacaLimite descrito
AutógenoDo próprio pacienteConsiderado o padrão-ouro [1]Segundo a revisão, tem “uncertain prognosis” e exige cirurgia no sítio doador; disponibilidade limitada [1]
AlógenoDoador humanoMaterial selecionado e processado [1]Desempenho próximo ao do xenógeno em preservação de rebordo [2]
XenógenoOrigem animalComposição química parecida com a do osso humano [1]Resultados histológicos menos favoráveis em uma meta-análise [2]
SintéticoCerâmicas e vidros bioativosHidroxiapatita é muito estudada pela semelhança com o osso [1]Pode faltar osteoindução e facilidade de modelagem [1]

A revisão resume o autógeno como “the gold standard for bone grafting”, e ressalta que ele tem desvantagens (Ferraz, 2023).

O que os estudos mostram na comparação direta?

Uma meta-análise em rede de 2021, com 88 ensaios clínicos randomizados, comparou materiais usados na preservação do rebordo após extração. Todos os materiais reduziram a perda de dimensão em comparação com a cicatrização espontânea. Xenógenos e alógenos, sozinhos ou associados a agentes bioativos, foram os mais previsíveis na preservação do rebordo, enquanto os concentrados de plaquetas se destacaram na formação de osso novo (Canullo et al., 2021) [2].

Os próprios autores ressalvam que “further evidence is needed” para confirmar o valor de alternativas ao xenógeno [2]. E, em outro contexto, o de defeitos ao redor de implantes com peri-implantite, uma meta-análise de 2023 não conseguiu estabelecer qual biomaterial é superior (Donos et al., 2023) [3]. Veja a página sobre peri-implantite.

O que isso significa para o cirurgião-dentista, o médico e o médico-veterinário?

Odontologia: a classificação em quatro grupos e a meta-análise de preservação de rebordo vêm de estudos odontológicos, e valem como base para comparar materiais em alvéolo, seio e rebordo.

Medicina: os quatro grupos (autógeno, alógeno, xenógeno e sintético) existem também em cirurgia ortopédica e reconstrutiva. As fontes citadas aqui são odontológicas, então a comparação em outras regiões deve ser lida na literatura da especialidade.

Medicina veterinária: a lógica dos quatro grupos é a mesma, mas as fontes citadas são de estudos em humanos ou em modelos experimentais, e cada espécie tem particularidades. Use a literatura veterinária da sua área e a orientação do fabricante.

O que isso permite concluir?

  • Não existe um material melhor em todas as situações. A escolha depende do tamanho, da forma e do volume do defeito [1].
  • Em preservação de rebordo, usar um material é melhor do que não usar, e vários materiais têm desempenho próximo [2].
  • Resultado de um tipo de defeito não vale automaticamente para outro [3].
  • A decisão é do cirurgião-dentista ou médico, com base no caso.

Para entender cada categoria em detalhe, veja o guia de enxerto ósseo, o de biomateriais e a página de regeneração óssea. O ZionBio Conecta é um portal educativo e não indica produto. A Zion Bio, representante comercial oficial global da Regener, descreve uma comparação entre enxerto liofilizado e sintético em artigo próprio e reúne dossiês científicos. Esse vínculo comercial é declarado.

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Perguntas frequentes sobre materiais de enxerto

Qual é o melhor material de enxerto ósseo?

Nenhum é melhor em todos os casos. A escolha depende do defeito e da avaliação do profissional [1][2].

O osso do próprio paciente é sempre a melhor opção?

É considerado o padrão-ouro, mas exige cirurgia no sítio doador e tem disponibilidade limitada [1].

Enxerto sintético é pior que o de origem animal?

Os estudos citados não permitem essa conclusão. Cada material tem vantagens e limites, e a comparação depende do tipo de defeito [1][2].

Materiais de enxerto precisam de registro?

No Brasil, produtos para saúde precisam de registro na ANVISA, informado na embalagem e nas instruções de uso.

Este conteúdo indica um produto?

Não. É material educativo.

Referências (verificadas no PubMed em 22/10/2026)

  1. Ferraz MP. Bone Grafts in Dental Medicine: An Overview of Autografts, Allografts and Synthetic Materials. Materials (Basel). 2023;16(11):4117. PMID 37297251. DOI https://doi.org/10.3390/ma16114117
  2. Canullo L, Del Fabbro M, Khijmatgar S, Panda S, Ravidà A, Tommasato G, Sculean A, Pesce P. Dimensional and histomorphometric evaluation of biomaterials used for alveolar ridge preservation: a systematic review and network meta-analysis. Clin Oral Investig. 2022;26(1):141-158. PMID 34826029. DOI https://doi.org/10.1007/s00784-021-04248-1
  3. Donos N, Calciolari E, Ghuman M, Baccini M, Sousa V, Nibali L. The efficacy of bone reconstructive therapies in the management of peri-implantitis. A systematic review and meta-analysis. J Clin Periodontol. 2023;50 Suppl 26:285-316. PMID 36635029. DOI https://doi.org/10.1111/jcpe.13775

A Zion Biomateriais, representante comercial oficial global da Regener Biomateriais, publica o guia enxerto liofilizado x sintético e a página de produtos.